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Dicas · 8 min de leitura

Por Ramiro Del Rio

Passeio privativo ou compartilhado: qual escolher

A diferença entre um passeio de um dia compartilhado e um privativo não está nas ilhas: são as mesmas. Está em quem decide o ritmo do dia.

E como o ritmo é a única coisa que se compra, convém saber exatamente o que muda antes de pagar a diferença.

O que é igual nos dois

O caminho é o mesmo: saída de madrugada do seu hotel, cerca de duas horas e meia de 4x4 até o porto de Cartí, o controle de entrada na comarca e o barco. A taxa de entrada é a mesma —22 dólares para estrangeiros, 7 para residentes, em dinheiro—, a comida é a mesma e o mar é o mesmo.

As ilhas também. Não existem ilhas «de privativo»: Isla Perro Chico, Isla Diablo, a Piscina Natural e as demais recebem todo mundo igual.

O que muda de verdade

O número de paradas. Num passeio compartilhado o roteiro é fechado e costuma incluir três ilhas mais a Piscina Natural. No privativo dá para mudar no caminho: ficar mais numa, pular outra, voltar àquela que agradou.

O tempo em cada ilha. É a mudança que mais se nota. No compartilhado, quando o grupo volta ao barco, todo mundo volta. No privativo, se vocês estão bem, vocês ficam.

A hora de sair da ilha. O retorno depende da maré e da luz, então não é infinito, mas no privativo há margem para esticar a tarde.

Com quem você divide o barco. No compartilhado você vai com oito a quinze pessoas, dependendo da rota e do dia. No privativo, só o seu grupo.

O silêncio. Parece bobagem até experimentar. Um barco com quinze desconhecidos e um barco com quatro amigos não são o mesmo dia.

A partir de quantos compensa

O custo de um privativo se divide entre quem vai dentro, e é aí que a conta muda.

Um passeio compartilhado custa a partir de 114 dólares por pessoa e o preço não depende de quantos vocês são: dá para ver os três preços e o que cada um inclui.

Um privativo é orçado por barco, não por pessoa. Isso significa que quanto mais vocês forem, menos custa para cada um, e que a partir de certo tamanho de grupo a diferença para o compartilhado diminui muito. Para duas pessoas o salto é grande; para seis, deixa de ser tanto.

Não publicamos um preço fechado porque depende da rota e da data, e colocar um número que depois muda seria isca. É orçado sob medida em o passeio privativo a San Blas ou pelo WhatsApp, com o grupo e a data na mão.

Quando o privativo se justifica sozinho

Com crianças pequenas. Poder decidir quando se come, quando se dorme no barco e quando se volta muda o dia inteiro. Há mais em San Blas com crianças.

Com pessoas idosas ou mobilidade reduzida. Subir e descer do barco várias vezes ao dia é a parte mais exigente do passeio. No privativo dá para reduzir o número de paradas e alongar as que são feitas.

Se vocês vêm para fotografar. A luz boa dura pouco e, no compartilhado, quem manda não é o fotógrafo. Tratamos disso em como fazer boas fotos em um único dia.

Se é uma data especial. Um aniversário, um pedido de casamento, bodas de casamento. Não porque a ilha mude, mas porque você não a divide.

Se o grupo já vem formado. Oito amigos que se conhecem já são um grupo: pagar para ir com outros sete desconhecidos deixa de fazer sentido.

Quando o compartilhado é a melhor ideia

Se vocês são dois e o orçamento importa, o compartilhado ganha com folga e vocês não perdem nada essencial.

Se você viaja sozinho, o compartilhado tem algo que o privativo não tem: gente. Muitas das conversas do dia acontecem no barco e na mesa do almoço.

E se é a sua primeira vez em San Blas, o roteiro fechado joga a favor: foi montado para você ver o melhor nas horas disponíveis, sem ter que decidir nada.

O que nenhum formato muda

Nem o privativo nem o compartilhado mandam no mar. Se as condições não permitem a travessia, não se atravessa, e isso vale igual para os dois: os passeios só são cancelados por segurança real, e nesse caso você escolhe remarcar sem custo ou receber de volta 100 % do que pagou.

A madrugada também não muda. Sai-se por volta das cinco da manhã nos dois casos, porque a travessia da montanha e a maré é que mandam.

Perguntas frequentes

Um passeio privativo vai a ilhas diferentes? Não. As ilhas são as mesmas; o que muda é quantas você vê, quanto tempo fica em cada uma e com quem.

Quanto custa um passeio privativo de um dia? É orçado por barco e por data, não por pessoa, então o preço por cabeça cai conforme o tamanho do grupo. Fazemos sob medida.

Quantas pessoas vão num passeio compartilhado? Depende da rota e do dia, normalmente entre oito e quinze pessoas.

Posso escolher o roteiro num privativo? Dentro do que a maré, as distâncias e o horário de retorno permitirem, sim. O guia dirá quais combinações são realistas para um dia.

O privativo sai mais cedo ou mais tarde? O horário de saída é praticamente o mesmo. A margem está na volta, não na ida.

Compensa o privativo para duas pessoas? Quase nunca por preço. Compensa se vocês buscam privacidade ou se há um motivo concreto —uma data, uma foto, uma necessidade— que justifique a diferença.

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